terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

São Valentim na BE!

Quem gosta de dizer
"gosto de ti" ?
Aqui na escola, muitos mesmo!
O dia de São Valentim teve um êxito enorme na BE!
Pendurado na porta da Biblioteca, havia um cartaz, em forma de coração, com a lenda deste santo que deu o seu nome à festa dos namorados.
Além disso, um envelope azul, cheio de corações em papel com mensagens de amor que os alunos puderam tirar e dar aos seus "Valentins".
Só numa hora acabaram  os mais de cem bilhetinhos românticos!
Ainda bem...Parabéns a todos os namorados da escola!



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Histórias lunáticas 2

Esta é uma outra história, ainda mais gira, escrita pelos alunos do 5^A (Ana Margarida, Irina, Pedro, João C., Nuno, Frederico, Evandro), durante as aulas de escrita criativa.
O livrinho realizado fica na B.E.
Boa Leitura!


O FASCÍNIO DO JOÃO PELA LUA
Um noite um menino chamado João estava sentado na praia a olhar o céu.
Felizmente o céu estava estrelado, mas infelizmente a praia estava cheia de lixo.
De repente ele viu uma estrela cadente e pediu um desejo.
Têm de saber que o João era um menino muito inteligente e curioso, desejava muito conhecer a lua e aconteceu que o seu desejo começou a realizar-se.
Todas as estrelas se juntaram e formaram umas escadas mágicas da Terra até a Lua.
O João assim que viu as escadas começou a correr, e num passo de magia, chegou à Lua.
- Lua, nem acredito que aqui estou. Sabias que tenho um grande fascínio por ti? Todas as noites, depois de fazer os trabalhos de casa e antes de ir para a cama, fico sentado no meu quarto a olhar pelo meu telescópio para ti – disse o João à Lua.
- Também estou muito contente por finalmente falar com um humano. Já estava farta de conversar com as estrelas, com o meu amigo sol e às vezes com os planetas – respondeu a Lua a o menino.
- Então como é a tua vida cá em cima?
- É muito chata e monótona, parece-me ser mesmo inútil, não servir para nada. E como é a tua vida ai em baixo, na Terra?
- Eu também não gosto muito dela. Onde eu moro há muita poluição e muito lixo no chão. As pessoas não fazem a reciclagem – disse o João.
- Tens mesmo razão! O fumo de vez em quando também vem cá para cima!
- Será que me podes ajudar a limpar o meu Planeta? – perguntou o João.
- Sim, eu vou ajudar-te porque gosto muito de ti! Sabes…eu tenho um poder mágico que torna o lixo em coisas úteis!
A lua encheu-se de ar e soprou para a Terra e todo o lixo voou até ela como um grande desfile no céu: guarda-chuvas estragados, velhos relógios, sapatos sem par, cadeiras partidas e frigoríficos antigos, roupa fora de moda e brinquedos cheios de pó.
 Quando a Lua ficou cheia de lixo, de repente iluminou-se e pôs em prática o seu poder.
Depois, soprou outra vez para a Terra e assim as coisas voltaram para baixo como novas, limpas, arranjadas e reluzentes.
O menino João regressou à sua casa com um grande sorriso e, todas as noites, continuou a falar com a sua amiga e confidente que ficava no céu, cheia de luz!


Histórias lunáticas 1

Esta é uma história muito gira, escrita pelos alunos do 5^A (Catarina, Jessica P., Jessica M., João L., Alexandre, Filipa, Vanda, Cristiana), durante as aulas de escrita criativa.
O livrinho realizado fica na B.E.
Boa Leitura!
A AVENTURA DO ANTÓNIO E A LUA
Era uma vez um menino chamado António que vivia em Belém.
Uma noite de verão ao ver uma estrela cadente pediu um desejo: - Querida estrela, desejo que a Lua comece a falar! – sussurrou ele.
A estrela, brilhou de orgulho e atendeu o pedido do António.
Infelizmente a Lua já há muito tempo tinha inveja da Terra: ali estavam sempre muitos meninos e meninas a falar e a brincar, havia pessoas que conversavam todo o dia, avós que contavam histórias aos netos e tudo parecia muito engraçado.
Assim a Lua, cheia de inveja, gritou no ar:
- Ordeno que as pessoas da Terra não consigam falar mais e que a partir de hoje andem sob o meu poder!
De repente as palavras das pessoas começaram a voar pelo ar como balões e a Lua recolhia as para pô-las em caixas e garrafas. Assim, ela podia mandar no mundo e ter todas as palavras que precisava para falar.
As pessoas ficaram mudas e utilizavam os gestos e os desenhos para se entender. Entretanto a Lua com isto só se ria. Cada vez que as pessoas falavam as palavras não se ouviam mas saia da boca um “balão pensativo” todo vazio!
O António ficou muito triste, só tinha lágrimas para chorar, pois nunca pensou que a Lua pudesse utilizar as palavras das pessoas para ela falar mais.
A estrela cadente ao ver o menino António tão desesperado, decidiu falar com a Lua e brilhando de coragem, disse-lhe:
- Lua! Volta a dar voz e palavras as pessoas!
- Como?! Agora que consigo falar tão bem? – respondeu a Lua.
- E com quem fala? Comigo? Na Terra mais ninguém conseguem falar nem entre eles, nem contigo: nenhum poeta pode inventar poema para ti, nenhum miudo pode contar te o seus segredos, os namorados não podem perguntar-te nada, e o menino António que queria falar contigo agora mesmo, está a chorar…Não deste-te conta disso?
- E então, como consigo falar com eles se não tenho palavras?
- Tu tens a tua luz e o teu fascínio. Basta olhar!
- A sério?
A lua ficou cheia de vergonha e desapareceu por uma semana.
Depois, ao ver o António a olhar para ela, mudo e choroso, decidiu restituir as palavras às pessoas.
As pessoas começaram de novo a falar, a usar as letras e interrogaram-se olhando para Lua: ela só respondia brilhando mais o escondendo-se entres as nuvens.