Esta é uma história muito gira, escrita pelos alunos do 5^A (Catarina, Jessica P., Jessica M., João L., Alexandre, Filipa, Vanda, Cristiana), durante as aulas de escrita criativa.
O livrinho realizado fica na B.E.
Boa Leitura!
A AVENTURA DO ANTÓNIO E A LUA
Era uma vez um menino chamado António que vivia em Belém.
Uma noite de verão ao ver uma estrela cadente pediu um desejo: - Querida estrela, desejo que a Lua comece a falar! – sussurrou ele.
A estrela, brilhou de orgulho e atendeu o pedido do António.
Infelizmente a Lua já há muito tempo tinha inveja da Terra: ali estavam sempre muitos meninos e meninas a falar e a brincar, havia pessoas que conversavam todo o dia, avós que contavam histórias aos netos e tudo parecia muito engraçado.
Assim a Lua, cheia de inveja, gritou no ar:
- Ordeno que as pessoas da Terra não consigam falar mais e que a partir de hoje andem sob o meu poder!
De repente as palavras das pessoas começaram a voar pelo ar como balões e a Lua recolhia as para pô-las em caixas e garrafas. Assim, ela podia mandar no mundo e ter todas as palavras que precisava para falar.
As pessoas ficaram mudas e utilizavam os gestos e os desenhos para se entender. Entretanto a Lua com isto só se ria. Cada vez que as pessoas falavam as palavras não se ouviam mas saia da boca um “balão pensativo” todo vazio!
O António ficou muito triste, só tinha lágrimas para chorar, pois nunca pensou que a Lua pudesse utilizar as palavras das pessoas para ela falar mais.
A estrela cadente ao ver o menino António tão desesperado, decidiu falar com a Lua e brilhando de coragem, disse-lhe:
- Lua! Volta a dar voz e palavras as pessoas!
- Como?! Agora que consigo falar tão bem? – respondeu a Lua.
- E com quem fala? Comigo? Na Terra mais ninguém conseguem falar nem entre eles, nem contigo: nenhum poeta pode inventar poema para ti, nenhum miudo pode contar te o seus segredos, os namorados não podem perguntar-te nada, e o menino António que queria falar contigo agora mesmo, está a chorar…Não deste-te conta disso?
- E então, como consigo falar com eles se não tenho palavras?
- Tu tens a tua luz e o teu fascínio. Basta olhar!
- A sério?
A lua ficou cheia de vergonha e desapareceu por uma semana.
Depois, ao ver o António a olhar para ela, mudo e choroso, decidiu restituir as palavras às pessoas.
As pessoas começaram de novo a falar, a usar as letras e interrogaram-se olhando para Lua: ela só respondia brilhando mais o escondendo-se entres as nuvens.

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